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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mãos ao alto!


Olá Crianças,

Após o massacre cruel e covarde de Realengo, um assunto que voltou à pauta foi a liberação ou não de armas de fogo para a população, foi feito um plebiscito em 2005 para definir se a população era a favor ou não do comércio de armas de fogo.
Segundo o Estadão, foi gasto pelo TSE R$ 252 Milhões, sem contar gastos com campanhas contra e a favor. O presidente do nosso Senado, José Sarney, disse que a opinião pública muda, mas será que muda tão rápido assim? ou estão se aproveitando de um fato para manipular o povo da maneira como acham conveniente?
Eu nunca usei uma arma de fogo, eu nunca peguei em uma arma de fogo, acho que o único contato que tive com armas de fogo, foram duas vezes em que fui assaltado, sendo que em uma delas o assaltante sequer me mostrou a arma, ele simplesmente colocou a mão na cintura e eu entreguei o dinheiro (provavelmente era uma carteira ou um estojo que fazia o volume, o fato é que nunca terei certeza). Porém sou totalmente contra a proibição do comércio de armas e vou explicar o porque.
Os sujeitos que me assaltaram (pra falar a verdade, eu acho que só um deles tinha uma arma realmente), eu tenho total certeza, de que não adquiriram suas armas por meios legais, os traficantes dos morros do Rio de Janeiro, não conseguiram seu armamento através de meios legais (alguns inclusive são provenientes de exército e polícia, como já foi mostrado em diversas reportagens) e o assassino Wellington Menezes de Oliveira não conseguiu suas armas através de meios legais. Quem acha que sujeitos como esses devolveriam suas armas, ou abriram mão de utilizar essas armas é bastante ingênuo, assim como quem acha que o tráfico ilegal de armas irá diminuir.
Assim como nunca tive uma arma, não quero ter, porém eu quero ter o benefício da dúvida, pois uma vez aprovado o plebiscito ou referendo (não sei qual será o sistema), todo bandido saberá que pode entrar tranquilamente em qualquer residência que não haverá risco de resistência. Os bandidos continuarão armados.
Outro ponto que me deixa no mínimo curioso é a urgência com que estão querendo votar este plebiscito (estão prevendo a votação para 2 de Outubro deste ano ainda), sendo que temos outro assunto sendo votado na câmara que quase não é informado para a população e imagino ser bem mais urgente e bem mais interessante para um plebiscito que é a REFORMA POLÍTICA.
Vocês sabiam que uma das propostas para essa reforma política é o fim do voto direto? Nós não votaríamos mais em um candidato, mas sim em uma lista, uma espécie de legenda política onde votaríamos em um pacotão de candidatos e o partido escolheria qual deles governaria (é como comprar um pacote de papel higiênico, só que nesse pacote, ao invés de serem todos macios, com três folhas e picotados, existem alguns parecidos com lixa de serralheiro), por que não é feito um plebiscito sobre isso? POR PURA CONVENIÊNCIA. Eu não consigo ver outra resposta para este plebiscito sobre as armas além da mudança de foco, o povo já escolheu sobre isso, temos outros assuntos que gostaríamos de opinar (em algo que não é constitucional, pois a segundo a lei o voto DEVE ser direto), porém quem somos nós para questionar algo resolvido por nossos ilustres senadores e deputados? Nossa única função nessa zona toda é pagar a conta da cafetina...

BeijUnda e até a próxima.

2 comentários:

  1. Reforma política? Tributária? Agrária? Trabalhista? Reforma alguma que mexa nos privilégios desse povo! Voto distrital ninguém nem fala, né?

    Falou.

    PS: a última frase do post merece um thumb-up no facebook :P

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  2. cara, infelizmente temos que nos contentar com isso, e a preocupação principal é que cada vez MAIS temos menos opções!!
    valeu..rsrsrs...

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