Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Cría Cuervos

Eu já tive mais paciência, ou já fui mais burra?
Quantas vezes encontrei algumas pessoas e senti pena, e mêses mais tarde descobri que estava criando uma cobra para me morder? Cría cuervos, y te sacarán los ojos - diz o provérbio espanhol. Mas eu sempre me tive num conceito muito alto...muito fora da realidade. Quem sou eu para poder com quem ninguém pode?
À primeira vista, contando as histórias eu sou burra. Mas ah! que simples seria ser burra. Eu sempre acho que posso com tudo, essa é a verdade.

Então a pobre menina infeliz entra na minha vida sem ser convidada. Ela é um nada. Não fede nem cheira. Não tem nada em comum comigo a não ser um emprego na mesma empresa. Ela vem se chegando e eu não me importo...imagina! Ela é tão um cocô que dá até pena. E eu? Eu sou feliz, tenho amigos e estou resolvida. Custa ajudar? Me diz: custa oferecer a mão a uma alma desprovida de alegria. Eu respondo: CUSTA! Mas continuemos.

Ela se aproximou de um por um dos meus amigos. Saiu com um por um dos meus "pretendentes". E o que eu fazia? "Ah coitada...deixa...ela nunca teve nada disso."
Ai meu Jesus cristinho...como pode?

Aí é como um viciado que diz para si mesmo que quando quiser pode parar de usar a droga. Não amigo...não pode. Principalmente se a droga for uma garota folgada e mal caráter. Ela vai roubar a sua alma.
ajudLevei um ano inteiro para conseguir afastar essa pessoa nociva da minha vida. Neste tempo ela tentou me derrubar profissionalmente, pessoalmente e até espiritualmente. Ela tirou coisas que eram minhas e talvez tenha atrasado minha vida em alguns anos. Isso porque eu achei que poderia controlar meus corvos.

E os anos passam...e eu encontro a versão masculina dela. Pessoa adorável, solícita, confiável, e ah...custa o que deixar se aproximar? Nada! CUSTA! E nesse caso quase custa a vida. Mas vamos mudar de página.

Coloquei dentro de casa para cuidar das minhas coisas uma pessoa esperta, confiável, forte, adorável...e fui roubada até os dentes. Dessa vez não espiritualmente ou profissionalmente, mas materialmente mesmo. E ela chorou quando foi embora (assim como os outros) por que me amava e não queria me magoar, e estava sendo injustiçada.
Cría cuervos, y te sacarán los ojos!

Depois de um tempo arrancando partes do meu corpo para tampar os buracos dos corpos alheios, eu aprendi duas coisas:

1. Não, eu não posso com os corvos e eles vão arrancar meus olhos assim que eu cochilar.
2. Psicopata não tem ética ou limites...e sempre tem um por perto.

*adapt (Mercedes Gameiro)

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Dancem, macacos, dancem!

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

TENTENTENDER

TENTENTENDER
Humberto Gessinger / Duca Leindecker


se eu disser que vi rastejar
a sombra do avião
feito cobra no chão
tent'entender minha alegria:
a sombra mostrou o que a luz escondia

se eu quiser ser mais direto
vou me perder
melhor deixar quieto
tent’entender, tent’enxergar
o meu olhar pela janela do avião

?que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração

se eu disser
que tive na mão a bola do jogo
não acredite
tent’entender minha ironia
se eu disser que já sabia

o jogo acabou de repente
o céu desabou sobre a gente
tent'entender: quero abrigo
e não consigo ser mais direto

?que amor era esse que não saiu do chão?
não saiu do lugar só fez rastejar o coração

Domingo, Novembro 01, 2009

O porquê das coisas estarem como hoje estão

Lembro-me do dia em que minha vida virou de cabeça para baixo. Este dia não tem nada de diferente, nada mesmo. O motivo de ele ser especial se resume em três palavras que um desconhecido falou na academia. É desesperador e ao mesmo tempo emocionante lembrar-me desta história, que é responsável por tudo que estou vivendo hoje.
Depois de um dia pesado de trabalho, altos malabarismos com os caras das lojas de carro, com a mulher mal-alimentada da agência de outdoor, enfim, depois de sobreviver a todos os ossos do ofício publicitário, estava eu malhando glúteo naquela posição super confortável e não intimidadores chamada quatro apoios quando um cara deitou do meu lado pra fazer abdominais. Entre uma série e outra ele resolveu puxar papo comigo.
- “Ei, tudo bem? Como vc se chama?”
- Ei, tudo. Eu sou a Fabiana.
- “Prazer, eu sou o Ronaldo. (Rs, hoje parece sacanagem né?) O que vc faz da vida Fabiana?”
- Ah, eu to terminado a faculdade de Publicidade e Propaganda, tenho uma empresa de classificados de veículos onde eu faço de tudo, desde as pequenas coisas até as vendas de anúncios. E você?
- “Ah, eu sou médico.”
- Ah, legal – pausa, na realidade, paralisação mental.
Eu não sei explicar até hoje o que me deu na hora, mas aquela resposta tão normal entrou pelos meus ouvidos e causou a maior mudança da minha vida. É fato que eu já estava um tanto de saco cheio com a publicidade e com a inutilidade de existir em que eu me encontrava. A faculdade nem tinha terminado e eu já não me imaginava trabalhando na área nem no próximo ano. Mas daí uma simples resposta dessas mexer tanto com meu ser... Não sei explicar. Só sei que aquelas três palavras me colocaram em um estado total de desorientação, onde eu me vi sem escolhas a não ser aceitar que aquele meu velho desejo de criança havia reaparecido, infelizmente no meu último ano de faculdade.
Eu resisti, bati o pé, disse que jamais conseguiria passar pra Medicina, jamais abandonaria tudo que eu já havia conquistado, mas não teve jeito, a minha vontade só foi crescendo. Foi crescendo a um ponto em que eu sonhava quase todas as noites com ambientes hospitalares, ambulâncias eu lá, de jalequinho, feliz fazendo meu trabalho.
Foram seis meses assim, os últimos seis meses de faculdade, com a pressão da monografia em cima, a pressão da empresa e ainda a pressão desses sonhos todas as noites. A cada dia eu me sentia mais distante da publicidade e, de alguma forma, estava recebendo uma força extra que estava me preparando para encarar algo novo. Por incrível que pareça, não foi difícil essa mudança, foi empolgante.
Assumi então a mudança e comecei a batalha. Tentei trabalhar e estudar, mas não deu certo. Então parei tudo de vez e voltei pro cursinho, onde os meninos jogavam bolinha de papel no ventilador e as meninas babavam pelos professores gatinhos. Que deprimente era aquilo...

Continua...

No meio das bolinhas e das babinhas decidi ousar um pouco e fui-me embora pra Brasilía estudar. Lá eu teria uma nova experiência de vida e conseguiria estudar melhor porque não nenhum amigo me arrastaria pra balada enquanto o que eu quisesse estudar, ahaaan, rs.
Foi uma experiência muito válida, eu realmente estudei muito, conheci novas pessoas com os mesmos objetivos que o meu, incluindo Guadalupe, uma menina do Espírito Santo, que já tinha morado em duzentas cidades diferentes, tinha 18 anos, mas conquistou minha amizade com sua maturidade. Ficamos muito amigas, mas acabamos nos afastamos quando voltamos pras nossas cidades.
No final do ano presteia porcaria do vetsibular na minha cidade, não passei e não consegui fazer nenhum outro que eu tinha escolhido em alguma cidade perto porque as datas coicidiram. Guadalupe, então, me chamou para prestar aqui no Espírito Santo. Ai já sabem né, passei. Eu não sabia se chorava de alegria ou de tristeza, afinal eu tinha conseguido o que eu queria, mas poxa, o Espírito Santo é tão longe do Mato Grosso do Sul. Enfim, acabei comemorando mais do que me entristecendo, afinal eu tinha a opção de transferir em seis meses, então encarei como mais uma aventura, onde eu moraria na praia, uhuuuu, por seis meses. Vamo bora então...
Foi assim que arrumei minhas duas malinhas e desembarquei aqui. Seis meses se passaram e estava tudo uma maravilha, aquela ansiedade esperando as inscrições da transferencia abrirem, quando de repente... não há mais transferência. Ai, ai ai, bom por pior das hipóteses, fico mais seis meses né, no final do ano vai abrir, não tem como não abrir. O final do ano chegou e nada...nada de transferência. E hoje eu me questiono, até quando? Até onde vai isso? Até quando terei de ficar aqui? Até o dia em que eu me acostumar com esse lugar esquisito de vez e ai não fizer mais diferença? Enfim, hoje to vivendo uma agonia lascada e todos os dias tenho que fortalecer meu amor pela Medicina pra conseguir acordar, estudar, sentir saudades da minha família, dos meus amigos e não poder fazer nada. E o pior, só posso fazer transferência, se abrisse, até o terceiro período, de acordo com as regras do fies.Eu estou terminando o segundo período tá?
E o médico da academia? Ah, eu o vi mais umas duas vezes, ele não era tão bonito e eu não fiquei a fim dele... ele só passou pra plantar essa sementinha em mim e causar essa pouca coisa ai que eu contei resumidamente. Vai entender essa vida né?
Deus, tende piedade de nós.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

"Ela procurava um príncipe... Ele procurava a próxima..."

Ela não sabia o que queria até o encontrar. Ele a encontrou sabendo o que queria.
Ela sentiu borboletas εїз no estômago. Ele não sabia o que era isso.
Ela se entregou. Ele apenas recebeu.
Ela o quis por nuvens de algodão doce e notas musicais. Ele a tomou como mais uma em um vasto mundo de amores vazios e iguais.
Ela percebeu que ele não sentia. Ele sentia sem perceber.
Ela chorou. Ele se foi.
Ela chorou. Ele percebeu que sentia.
Ela chorou. Ele pensou em voltar.
E quando, finalmente, ele entendeu que ela não era a próxima, mas a única, já era tarde. Ela não chorava mais...

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Hoje

Como assim mais um ano está terminando e eu nem vi passar?

Eu quis mesmo fechar os olhos para ele para não ver as coisas tristes que ele traria. Mas acabou. Meu ano novo está começando hoje e eu tenho pouco a dizer...pela primeira vez.
Eu escrevi pouco. Eu saí pouco. Eu me cuidei pouco. Eu prolonguei meu luto...
Durante esse ano, a famosa vida cor-de-rosa feita de borboletas no estômago e sentimentos tão tresloucadamente impossíveis de se atingir, foi maculada por uma dor enorme. Um buraco gigante. Um vazio maior do que o todo.
A Fabi cor-de-rosinha se revoltou e quis saber pra que serve. Pra que serve morrer de dor? Quem ousa? Como pode? Não é para isso que ela está aqui.
Do outro lado, a Fabi super-poderosa aguenta o rojão e diz que é preciso ter os olhos no horizonte e os pés em movimento. Em frente! Sempre em frente! Enfrente...mesmo que com o peso de todo o planeta nas costas...olhos no horizonte...
E o horizonte chegou. Está bem aqui onde meus pés estão. Não há vazio abaixo deles...há só outro modo de pisar. Descoberto isso, a dor diminui. Não o vazio...mas a dor sim.

Se eu estive perdida, hoje foi o dia em que as pessoas vieram me lembrar quem eu sou. Não sei se existe uma forma de agradecer ao mundo pelas pessoas que eu tenho.
Eu percebi (não que não tenha visto antes) o quanto todas essas pessoas, mesmo as mais distantes, são importantes para que eu possa enxergar e colocar meus pés firmes no chão. Elas me lembram o que eu vim fazer neste mundo, para o que eu sirvo, e mostram que minha ausência só foi percebida por mim. Elas me dizem que eu estou viva e inteira. Eu posso respirar aliviada...

Então, esse texto é para dizer a todas essas pessoas o quanto elas são especiais para mim. Eu só tenho a agradecer, pela vida que eu tenho, pela família incrível que me cerca, e pelos amigos maravilhosos que eu tenho perto e longe de mim.

-adapt. Caixa Preta

Quinta-feira, Outubro 23, 2008

Então eu entendi.

Percebi que Acaso é o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar a obra. Aceitei o fato de que tudo, absolutamente tudo o que acontece está relacionado, como se o Universo ou sei lá o que colocasse à nossa disposição situações nas quais estão escondidas as ferramentas das quais iremos precisar para esculpir o grande pedaço de mármore chamado Vida.

E a vida é uma grande bolsa de valores: quanto mais riscos corremos, maior nossas chances de ganhar – e de perder. Existem aqueles investimentos menos lucrativos, porém mais seguros, tipo fundo de renda fixa que rende 0,8% ao mês. A grande parada é conseguir identificar o seu perfil de investidor: o que pode ficar milionário do dia prá noite e perder tudo no dia seguinte, ou aquele que lucra sempre um pouquinho, e vai juntando, comprando suas coisinhas e vivendo sua vida.

É segurança versus recompensa.

Eu sempre vivi a minha vida como se estivesse numa incrível corrida de cavalos: fazendo minhas apostas única e exclusivamente baseada no potencial de cada animal. Ignorei muitas vezes o potencial do jóquei e por vezes perdi minhas apostas. Ignorava a necessidade de harmonia e equilíbrio entre conduzido e condutor, me bagunçava com o que falava mais alto, o que sentia ou o que pensava.

Descobri que a mente mente.

Quando penso em todas as pessoas que eu conheço, observo suas vidas, suas batalhas e suas cores, alegro-me em constatar que prefiro ter a minha vida a ter a vida de qualquer outra pessoa. E eu tenho então uma vontade enorme de beijar e abraçar todas as pessoas e coisas que fazem da minha vida ser o que é, apesar dos problemas. Apesar das dúvidas, das inseguranças, da eterna batalha entre ego e self, das decepções, das expectativas e anseios. Apesar de todos os medos, eu gosto de ser eu mesma.

Chega mais perto, me deixa te contar uma coisa: os navios estão à salvo nos portos, mas não foi para ficarem ancorados que foram feitos.

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

(Re) Viver... De novo

Eu não enalteço o luto e nem a decepção. Não me arrisco a dizer quem é mais forte, o grande tigre branco ou o dragão vermelho que travam a batalha na beira do abismo.

Deixei de ser exemplo há muito tempo, quando abandonei meu poderio bélico na porta de entrada do castelo da aceitação, consciente de que de nada valeriam meus esforços se a luta fosse contra mim mesma. Entre perder e ganhar eu escolhi a tranquilidade e a serenidade de me ver livre de minhas amarras. Não cultuo a liberdade, pois ela aprisiona e vicia. Não reverencio a solidão, pois a melhor companhia é o amor.

Eu amei e fui amada, amei e me abandonaram. Eu tinha todos os motivos para sofrer e chorar e me sentir a pior pessoa do mundo, mas escolhi ser feliz. E no momento em que fui feliz comigo me descobri sendo amada, duplamente amada. Hoje ouço palavras de amor todos os dias, olhos nos olhos, boca na boca. Já amei à distância e hoje o que eu quero é dedos entrelaçados e pele contra pele. Palavras que o vento traz de longe chegam mornas e insossas, eu gosto e preciso de sussurro no ouvido e mãos nos meus cabelos enquanto o sol cai no mar.

Dei mais orgulho que vergonha a meus pais, aprendi com eles a ser uma boa pessoa e respeitar o próximo, ainda que este próximo não me respeite. Aprendi a me sustentar, a pagar minhas contas e a andar pelas minhas próprias pernas e hoje não ando só. Paguei um preço alto pelas minhas escolhas.

Viajei muito, conheci muitos lugares até perceber que “casa” é onde a gente sente o coração tranquilo e a alma aquietada e isso pode acontecer no meio da estrada de um país estranho, às três da tarde, durante a siesta. Já trabalhei muito, gastei todo o dinheiro que ganhava e hoje sei economizar e priorizar projetos. A Medicina vem antes do arguile, que vem antes da casinha de nós dois e também antes dos filhos, mas sei que Deus joga dadinhos com as nossas vidas e que tudo pode mudar, a qualquer instante, em qualquer lugar.

O amor pode acabar, os planos podem morrer e a dor renascer, mas não por muito tempo. Porque medo e dor são sentimentos tóxicos e eu já intoxiquei meu corpo por tempo demais antes de escolher a pureza da minha carne e a leveza do meu espírito. Eu tento deixar essa coisa chata de insegurança prá lá.

Então, quando alguém especial morre, eu fico assim, reavaliando a minha vida e as minhas escolhas. Eu me pego pensando com desdém no passado e nas vezes em que me senti sabotada pelo tic-tac do relógio. Eu me lembro do que já foi e me alivio ao perceber não-arrependimentos, penso no que será e me orgulho de todos os meus não-medos. E a pergunta que não me sai da cabeça é: e se tudo acabasse exatamente agora, teria valido à pena? Teria. E isso é melhor do que qualquer outro sentimento que exista.

*adapt

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Ditados populares

Sempre fui chegada a ditados populares. Antes de qualquer outra coisa, os ditados populares sempre me causaram bastante curiosidade e apreensão. Curiosidade porque eu sempre me encanto com a sabedoria existente em frases de autoria desconhecida que, inexplicavelmente, são repetidas há tanto tempo por tantas pessoas. Para isso, só podem expressar uma sabedoria monstruosa. E apreensão porque são sim, de fato, verdades absolutas, quase dogmas, mas que ainda assim estão passíveis à interpretação pessoal de cada indivíduo. Indivíduo este que geralmente engana a si mesmo.

Já cansei de ouvir amigas repetirem a torto e a direito “antes só do que mal acompanhada” quando, na verdade, eram elas as doidas e neuróticas malucas que fodiam o relacionamento sem se dar conta. Restava ao pobre pretê em questão a obrigação de fazer o impossível para tentar remediar as situações nas quais elas mesmas se colocavam por medo de sofrer, de amar e perder. Sabe assim, acting out? Pois é, assim.

“Um olhar vale mais que mil palavras”. Aham, concordo. Mas sabe o que vale muuuito mais do que um olhar e até mesmo do que mil palavras? Atitudes. Ahh, atitudes, elas sim. Elas sim mostram de verdade quem uma pessoa é. Elas sim não nos deixam enganar a respeito da idoneidade e caráter de uma pessoa. Ninguém que aja normalmente de um jeito bacana, se posicionando de um modo legal diante dos problemas e acontecimentos, repentinamente se torna um ogro escroto que vai te enganar e fazer sofrer. Falar é muuuito, muito fácil. Mas fazer é que é o problema, e isso vale prá tudo e prá todos os assuntos.

Uma vez ouvi do Lair Ribeiro que “intenção sem ação é ilusão”. Então que tal, prá começo de conversa, perceber o que nos mostram as atitudes de uma pessoa e apenas nos relacionarmos com aquelas que demonstram minimamente presença de caráter e bom coração? Eu até acredito que o mais canalha e aborígene dos seres humanos tenha a intenção de evoluir e se tornar, nem que seja um tiquinho de nada, uma pessoa melhor. Mas de que adianta a intenção se, na hora do vamos ver, o que se recebe é merda prá todos os lados?

E, também, tem aquele velho ditado: de boas intenções o inferno está cheio.

Claro que as pessoas melhoram e também tem aquela coisa que eu já disse antes: até o uso dos ditados populares depende da nossa capacidade de enxergar a coisa toda. Mas eu afirmo, do alto das minhas tamancas, que uma pessoa que te faz sofrer já deu no passado pelo menos um bom motivo prá ficar de orelha em pé. Talvez você se tenha deixado levar pelo olhar dessa pessoa, ao invés de prestar atenção nas atitudes dela, já pensou?

Então tem dias que eu fico bem puta e receosa diante de certos “querer bem” que me dizem por aí. Eu fico desconfiada quando uma pessoa diz que gosta de mim mas não deixa passar a oportunidade de ficar me exuzando por cima do ombro, ambicionando o que é conquista minha. Eu fico passada com a cara de pau de alguns seres-humanos que vivem por aí fazendo propaganda das próprias cores mas que, mais cedo ou mais tarde, reaparecem vestindo fantasias de cordeiro pequenas demais, que deixam aparecer aqui e ali uma vasta pelagem de lobo. Seu rabo tá aparecendo, sabia, lobo mau?

Pé de pato, mangalô, três vezes.
Vai cantar em outra freguesia, que aqui na minha cestinha não tem nem um pedaço duro de bolo velho prá você!

* Flávia Melissa

Quarta-feira, Agosto 06, 2008

Da minha terra...






Adooooro!!
Elias vem pra cá pra voce conheceeer!!! Veeeem!!!!

Domingo, Julho 20, 2008

.

Senta aqui que hoje eu quero te falar.
Não tem mistério não.
Não é só teu coração que não te deixa amar.

.

Quinta-feira, Julho 10, 2008

Vou viajar...
Vou sumir daqui por um tempo
Vou dar um tempo pra mim.

Eu mesma sou responsável pela minha vida
E eu vou fazer dela uma vida feliz!

Quarta-feira, Julho 09, 2008

Ela...

Toda noite, se eu demoro muito pra ir dormir, minha cachorra vem me buscar. Ela sobe aqui na minha perna, desce, bebe um pouco de água e fica sentada me olhando, fazendo pressão. Ela até dá uma voltinha, vai lixar as unhas embaixo da pia do banheiro, volta, mas não deita: só fica sentada me olhando, esperando.

Daí eu sei que é hora de encerrar o dia, desligar o computador e ir dormir.

Dizem que ela é a única criatura no mundo que consegue mandar em mim.

Hoje cedo ela veio me acordar. Subiu na cama, me deu um beijo (encostou o nariz no meu), e deitou encostada em mim.

Entendem por que eu obedeço?

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Sobre Deus e Ciência

Acredito em combinar fé em Deus e fé na Ciência. Acho perfeitamente normal e razoável combinar Fé, Ciência e Razão. É só uma questão de ter uma mente aberta e receptiva.

Francis Collins, o brilhante médico que coordenou o projeto Genoma Humano, também acredita em Deus.

Sou favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, pois o sistema nervoso central começa a se formar somente 14 dias após a concepção. E essas células não resultam em gravidez, não serão implantadas num útero, portanto não se trata de provocar aborto.

A Igreja Católica deveria concentrar-se na questão da Fé em vez de ficar dando pitacos indevidos na Ciência. Os cientistas que trabalham com as células-tronco embrionárias, de uma certa forma, são iluminados e guiados por Deus e têm o nobre propósito de mitigar o sofrimento do ser humano.

Certos padres deveriam estudar Medicina e Biologia antes de ficar por aí falando besteiras para os fiéis e manipulando as massas ignorantes... Deveriam ter uma mente mais aberta e receptiva.

Hunf!

Quinta-feira, Junho 19, 2008

Ghost of you

Terça-feira, Junho 17, 2008

Mimetism

Tinha o sonho de ser diferente.

Todos os dias pela manhã, ao abrir os olhos, questionava-se sobre o motivo de ter tantas raízes presas ao solo. Não conhecia a profundidade das raízes, sabia apenas que estavam lá e sempre haviam estado. Bah, aquelas raízes, raízes chatas, raízes sem graça, raízes desgraças, raízes inefáveis e nefastas que viviam lhe dizendo do que precisava. Viviam filtrando o que vinha do solo, permitindo apenas que chegasse a si o que julgassem necessário.

E quem era apto a dizer-lhe o que era necessário?

Um dia o vento soprou mais forte e, delicadamente, arrancou do chão uma de suas raízes. Tentou concentrar-se na dor, mas não a sentiu. Procurou o sofrimento mas não o encontrou. Nada, nada, não sentia nada de estranho. Dor alguma, pelo contrário: sentia leveza.

Ao invés de lutar contra o vento, como tantas vezes havia feito antes, deixou-se levar por ele mergulhando no quase inaudível barulho, “ploc”, “ploc”, a cada vez que uma de suas raízes se soltava do solo. "Ploc", nenhuma dor, "ploc", nenhum arrependimento, "ploc", nenhuma amargura.

"Ploc". Nada.

De repente viu-se livre, flutuando ao sabor do vento.Como recompensa, este deu-lhe asas e o que era flor virou borboleta.

Domingo, Junho 15, 2008

Carpe Diem - Chapeleiro Maluco

Hoje eu quero ver você me desligar
Parir um dos meus filhos
E a fé renunciar

Beber uma tequila
E pintar a solidão
Com tintas e o veneno
Do gelado chimarrão

Subir a pé a Torre de Babel
Sorrir a ver girar o carrossel.

Hoje as farpas não me alcançam
E o rock vai soar
O dia é tão comprido
E com o teu corpo ele vai esticar.

Cabelos cor de fogo
E meu signo é leão
Com ascendente em virgem
Ao tocar a sua mão

Subir a pé a Torre de Babel
Sorrir ao ver girar o Carrossel

Hoje as farpas não me alcançam
E o rock vai soar
O dia é tão comprido
E com o teu corpo ele vai esticar.

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E daqui dos pampas eu mando um recado pro meu amigo lá do planalto central!
Boto a maior fé em você Eliiias! Vai em frente que sua banda é shoow!!
Qualquer hora apareço ai pra tomarmos um chimarrão gelado e ouvirmos "Carpe Diem" :)

Quinta-feira, Junho 05, 2008

In my repair

.
Too many shadows in my room
too many hours in this midnight
too many corners in my mind
so much to do to set my heart right

E eu ainda não estou pronta pra conhecer alguém de novo.
.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Vontade de:
sentar na praça e dar milhões de gargalhadas sem razão alguma;
de andar na chuva;
de rever pessoas e passar horas em um café conversando;
dos amigos que estão distantes;
da música que não lembro o nome;
do por do sol e das noites de Floripa;
de torrar no sol;
de pegar estradas desconhecidas;
de dançar!!!


...."o caminho que eu escolhi é o do amor, não importam as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar, escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso, não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem; eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive no bem e que anseia o bem. Por isso, não estranhe se eu te abraçar bem apertado, mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar junto com você, afinal de contas, somos gente e gente que fez a opção pelo bem. É assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver, viver com emoção, com verdade."