segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Invente suas próprias canções




Olá crianças,

Alguns meses atrás assisti com meus irmãos e minha esposa um filme que é considerado pela critica como o maior filme de todos os tempos: “Cidadão Kane”.

Ao alugar o DVD estava com uma expectativa altíssima e confesso que não me decepcionei, realmente é um filme incrível, talvez assistindo hoje algumas pessoas não considerem nada demais, mas se você levar em consideração que foi feito em 1941 e que foi totalmente diferente de tudo o que já havia sido exibido até então, certamente dará a devida importância.

Orson Welles conseguiu com esse filme deixar sua mensagem, sua assinatura, o seu legado e quando assisti novamente (acabei assistindo o filme 3 vezes) não consegui pensar em outra coisa senão em qual é o legado que estou deixando, será que alguém vai lembrar de mim depois que eu partir?

Fico pensando em pessoas geniais que deixaram suas marcas e é praticamente impossível encontrar quem não os conheça, como por exemplo Einstein, Santos Dumont, Elvis Presley ou o próprio Orson Welles. Todos se desenvolveram em áreas totalmente diferentes, porém todos deixaram suas marcas.

Existe uma música do Legião Urbana que se chama “marcianos invadem a terra” (vídeo abaixo) onde, em determinado momento é dita a seguinte frase: “se você quer se divertir, invente suas próprias canções“. Acho que essa frase resume a ideia que essas pessoas que citei acima tiveram, eles simplesmente inventaram suas próprias canções, quando lemos sobre Santos Dumont ou até mesmo Einstein vemos nitidamente que eles se divertiam ao deixar seu legado e  nenhum deles pretendia se tornar “imortal”, queriam apenas deixar algo que fosse útil para quem viesse depois (prova disso é que Santos Dumont não patenteou nenhum de seus experimentos).

A correria da vida tem feito com que vivamos cada dia simplesmente por viver, estamos apenas existindo e nada que fazemos tem algum significado, não acho que todos nós tenhamos que inventar aviões ou explicar novamente a relatividade, só acho que cada um de nós tem potencial para deixar algo para a posteridade, desde o mais simples ao mais genial, basta usar aquilo no que somos melhores e parar de nos preocupar um pouco para nos divertir. Escreva um livro, componha uma música, pinte um quadro, faça um poema, se desenvolva, saia do marasmo.


A vida passa muito rápido e se não nos movimentarmos, seremos esquecidos mais rápido ainda... invente suas próprias canções.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Protestando como leões e vivendo como jumentos.


Olá Crianças

Fazia tempo que não escrevia, muito tempo mesmo, porém estou de volta com minhas reflexões inúteis e opiniões sem importância para falar sobre algo que ocorreu recentemente.
Tivemos inúmeras  manifestações cujo estopim foi o preço das passagens de ônibus, todos ficaram revoltados (inclusive eu) com o abuso do valor versus a má qualidade dos serviços. Acredito que o mesmo se aplique a diversos outros serviços, públicos ou não.
A questão é que comecei a pensar no que vi pela TV (isso mesmo, não fui as ruas pois não consegui até agora entender o objetivo principal das manifestações) e para mim aquilo tudo era apenas uma mega-balada ao ar livre (ou nem tanto no caso de São Paulo). Sei que algum fulano ou sicrano tinham objetivo (mesmo que o objetivo de fulano fosse diferente do objetivo de sicrano), mas a grande maioria estava lá só para curtir, para ter uma desculpa para criar uma bagunça ou talvez até simplesmente encontrar amigos (as postagens no Facebook do tipo “tem pro hoje?” ficaram até engraçadas). Sei que os desordeiros e vândalos eram uma minoria e segundo algumas teorias de conspiração, eram até policiais infiltrados, mas o que ficou mais marcado (pelo menos para mim) em toda essa série de protestos foram justamente os saques, destruições de patrimônio e brigas com a polícia. Muito bacana, conseguiram (não me incluo, pois fui um dos vagabundos que não saíram de casa e acompanharam tudo pela TV) diminuir o valor da passagem de ônibus, conseguiram assustar alguns políticos corruptos, mas não vejo uma evolução maior do que essa... não acredito que nada vá mudar a longo prazo e sabe porque? não é pelo simples fato do povo brasileiro ser estúpido demais para saber escolher em quem votar, não é por não haverem políticos honestos, mas é por vivermos em uma sociedade onde a lei de Gerson (coitado do cara, participou de uma propaganda mal elaborada e ficou marcado :P) é o que conta.
A pessoa não se corrompe ao alcançar o poder, ela apenas demonstra o que realmente é, infelizmente essa é a nossa gente.
Quando eu era criança minha mãe sempre dizia que a liberdade de um acaba quando começa o direito do outro. Meus pais não eram estudados, para falar a verdade eles praticamente estudaram ao mesmo tempo em que eu e meus irmãos estudamos, porém a verdadeira educação não dependemos de igrejas ou colégios, tivemos em casa.
Hoje vejo pais deixando seus filhos serem criados pelas escolas e igrejas, acreditam que tudo o que as pessoas devem saber a escola ensinará e o caráter a igreja formará, então estamos tendo cada vez mais adultos cultos, conhecedores da bíblia mas que pouco se importam com o sentimento ou a vontade daqueles que estão ao seu redor, não se preocupam se o que falam ou dizem pode ofender ou magoar o seu próximo, tudo em nome da “verdade”, talvez o que tenha faltado aprender em casa é que existe uma tênue linha entre sinceridade e falta de educação. Criticam os políticos pela corrupção mas não avisam o balconista quando este devolve o troco errado, reclamam da falta de ação ou trabalhos mal feitos e não conseguem ajudar o filho em uma lição de casa ou secar uma louça em casa enquanto sua esposa lava, clamam por respeito mas gritam com um atendente no fast food ao receber o sanduiche com picles simplesmente por considera-lo inferior.
Existem duas histórias que exemplificam muito bem as características humanas, uma delas eu já citei algumas vezes que é contada no livro genial de George Orwell "A Revolução dos bichos" (Se não leu ainda é uma obrigação) e a outra está em uma música de Chico Buarque chamada "Geni e o Zepelim".
Resolvi escrever esse post porque estava ouvindo essa música e comecei a perceber como somos mesquinhos, tratamos as pessoas como se apenas nós mesmo tivéssemos razão, julgamos as pessoas por apenas dois motivos: ou são iguais a nós ou são aquilo que gostaríamos de ser. Dependemos das pessoas mas quando não precisamos mais, como diria o Falcão (cantor brega)  descartamos como um modess usado.

Já passou da hora de perceber que o problema de nosso país não é a política ou as pessoas que dela tomam conta, mas sim a falta de caráter e empatia de nosso povo. O problema do nosso país sou eu e você!